Que leite para o meu bebé?
Não há dois bebés iguais. Seja nas feições ou no comportamento, cada bebé é único. O mesmo acontece na resposta às suas necessidades e nos cuidados que requerem por parte dos adultos. Uma das áreas em que é particularmente importante atender às exigências específicas de cada bebé, em função da sua idade, do seu peso e do seu estado de saúde, é a área da nutrição: só com uma alimentação rica em nutrientes essenciais ao desenvolvimento e adequada a cada caso, os mais pequenos podem crescer fortes e saudáveis.

 

Nos primeiros 6 meses de vida, o leite materno deve ser o alimento de eleição. No entanto, pode haver situações, até relacionadas com a saúde da mãe, que impossibilitam o aleitamento ou o pediatra pode considerar que a amamentação pode não ser suficiente para um crescimento saudável do bebé.

Nestas situações, há que encontrar alternativas que acompanhem o crescimento e as necessidades do bebé. A solução até à data está nos leites e fórmulas infantis que, além de tentarem aproximar-se do leite materno e de proporcionarem todos os componentes essenciais em matéria de nutrição infantil, podem mesmo responder a condições específicas – pontuais ou não – como cólicas, obstipação, alergias, intolerância à lactose, diarreia, desconforto digestivo, entre outros.

As opções são várias, e o pediatra aconselha aquela que melhor se adequa ao perfil do seu bebé:

  1. Leites para lactentes, leites de transição e de crescimento – leites ou fórmulas infantis que se adequam às diferentes etapas do desenvolvimento e necessidades particulares da criança.

 

Têm como principal fonte proteica o leite de vaca.

 

Dividem-se em três categorias: até aos 6 meses de vida, altura em que o leite é a única fonte alimentar do bebé; dos 6 aos 12 meses, quando se introduzem alimentos sólidos na dieta; dos 12 aos 36 meses, para completar a alimentação da criança e prevenir a introdução precoce do leite de vaca tradicional;

 

As diferentes classes de leites referidos acima podem ainda dividir-se em:

  1. Hipoalergénicos – à base de proteínas de soro de leite hidrolisado, substituindo as proteínas inteiras do leite.

Reduzem o risco de alergia e estão disponíveis em duas variedades: os leites parcialmente hidrolisados destinam-se a bebés suscetíveis a alergias, ao passo que os leites extensamente hidrolisados são apropriados para bebés com alergia declarada e constituem um leite com fins medicinais muito específicos;

  1. Antiobstipantes – facilitam o amolecimento das fezes e o trânsito intestinal, sem alterar a frequência das dejeções;
  2. Anticólicas – têm um reduzido teor de lactose, minimizando o risco da ocorrência de gases e cólicas intestinais;
  3. Conforto digestivo – com proteínas parcialmente hidrolisadas e reduzido teor de lactose, facilitam a digestão e absorção em bebés com maior imaturidade digestiva e tendência para gases, cólicas e obstipação;
  4. Antidiarreicos – sem lactose e apropriados para casos em que há deficiência de lactase, a enzima que metaboliza e degrada a lactose no organismo, e no decurso de diarreias ou gastroenterites agudas;
  5. Antirregurgitação– para crianças que não aumentam de peso devido à perda excessiva de nutrientes associada à regurgitação (bolsar)