Nutrição Infantil – Saudável desde o 1º dia
Uma das maiores preocupações dos pais é a alimentação dos filhos: e nada os deixa mais tranquilos do que saber como lhes proporcionar todos os nutrientes necessários às diferentes etapas de crescimento.

1ª Regra de Ouro: O leite materno deve ser dado, em exclusivo, até aos seis meses, uma vez que protege o bebé de doenças e infeções e contém todos os nutrientes que o bebé precisa. Apenas após esta idade se recomenda iniciar a diversificação alimentar.

Em geral, o primeiro passo recomendado pelo pediatra é a introdução de papas sem glúten – se for láctea deve ser preparada com água fervida, se não for láctea deve usar-se o leite que o bebé esteja a tomar.

Habitualmente, embora dependa da indicação do pediatra, após introdução das papas, é introduzido o puré de legumes. Numa fase inicial deve ser simples, pouco consistente e com dois ou três ingredientes como a batata e (até mesmo a batata doce) a cenoura. Depois, em intervalos de 3 a 6 dias, podem ser introduzido um novo legume de cada vez: alface, abóbora, alho francês, feijão verde, brócolos e salsa. O azeite coloca-se apenas no final da cozedura e só o equivalente a uma colher de chá. O sal não deve fazer parte da alimentação até aos 12 meses.

Com o bebé já habituado ao puré de legumes, pode começar a ser introduzida a carne: frango e borrego, 20 g por dia (o equivalente a uma colher de sopa de carne picada). Posteriormente introduz-se o peru, coelho, vitela e, por último, a carne de vaca. Pela mesma altura, pode começar-se a introduzir a fruta à sobremesa, sob a forma de puré: maçã, pera, papaia e banana são as mais indicadas.

Por uma questão de conveniência podem ser usadas refeições em boião: legumes, carne e fruta são opções disponíveis na sua Farmácia, e adequadas às necessidades nutricionais do bebé, e que podem ser úteis em viagens ou nos passeios do bebé.

Depois dos 6 meses já se podem dar papas com glúten, que, tal como as outras, podem ser preparadas com água ou com o leite do bebé, conforme sejam lácteas ou não. A variedade de frutas também pode ser maior consoante a época do ano, evitando a laranja, o kiwi, o maracujá ou os frutos silvestres (morangos e framboesas) que devem ser guardados, geralmente para após o primeiro ano.

Por volta dos 8 meses, o bebé deve começar a comer duas sopas por dia, sendo os alimentos cada vez menos triturados de modo a estimular a mastigação. E aos nove meses é a vez do iogurte natural, a que pode ser acrescentado puré de fruta madura.

Outros alimentos também chegam por volta dos nove a dez meses: peixe (pescada, maruca, linguado, peixe espada, cherne e pargo, 20 g por refeição) e a gema de ovo cozida (primeiro uma pequena porção que se aumenta gradualmente e no máximo duas vezes por semana). Contudo, se houver história familiar de alergias, o peixe e o ovo só devem ser dados, posteriormente, com indicação médica.

Em condições normais, quando o bebé completa um ano, já pode comer o ovo todo (gema e clara), em substituição da carne ou peixe, mas mantendo-se o máximo de duas vezes por semana. Podem começar a ser-lhe dadas também leguminosas (ervilhas, feijão, grão e lentilhas). Aos poucos, a alimentação do bebé será a de toda a família: uma entrada, um prato principal e sobremesa – a título de exemplo, uma sopa, carne ou peixe com legumes e arroz, batata ou massa, finalizando com fruta.