Narizinho desentupido
Incomoda em qualquer idade é verdade, mas a congestão nasal pode ser particularmente incómoda nos bebés. Saiba como ajudar os mais pequenos a respirar melhor.

Desde os primeiros dias de vida que a família se habitua a “estar de olho” no nariz do recém-nascido, para identificar, prontamente, se nesta, como noutras feições do rosto, o bebé sai à mãe ou ao pai. No entanto, para além desta curiosidade habitual, é importante prestar atenção regular ao nariz dos mais pequenos, certificando-se de que estão a respirar nas melhores condições.

A congestão nasal é sinónimo de desconforto para adultos e crianças mais crescidas, sendo habitualmente tanto mais incómoda quanto mais tenra for a idade. Afinal, os bebés mais pequenos, normalmente respiram pelo nariz, uma vez que quando o tentam fazer pela boca, tendem a engolir o ar em vez de o respirar, o que pode dar origem a soluços e cólicas. Pelo mesmo motivo, esta obstrução das vias nasais pode interferir no ato de mamar.

Já que as crianças muito pequenas têm dificuldade em assoar-se sozinhas e os espirros podem não ser suficientes para garantir a desobstrução do nariz, a limpeza nasal frequente pode ser feita através:

  1. da aplicação de soluções salinas (vulgarmente conhecidas como “água do mar”)
  2. da inalação de soro fisiológico sob a forma de aerossol, ajudando a fluidificar as secreções, facilitando desta forma a sua remoção.

Aproveitar o vapor de água que se acumula na altura do banho também é uma opção que facilita o alívio da congestão nasal. Outro meio ao serviço do alívio da congestão nasal na tenra infância é ainda o aspirador nasal, disponível na sua farmácia e de fácil utilização, e que os pais podem usar em casa, quando fazem a higiene normal do bebé.

Somados a estes cuidados que favorecem o bem-estar respiratório dos mais pequenos, há que contar também com outros gestos simples que podem contribuir para minorar o desconforto nasal:

  1. Na hora de dormir, eleve a cabeceira da cama: por exemplo colocando uma almofada por baixo do colchão, na zona da cabeceira, mas certificando-se de que esta se mantém estável)
  2. Assegure-se que a criança ingere mais líquidos – sobretudo água –, nesta fase – por ser um contributo importante para que as secreções se tornem mais fluidas.