Mala da maternidade – Bem-vindo bebé!
O regresso a casa com um bebé nos braços, depois de nove meses de expectativa, é um verdadeiro acontecimento: afinal, começa assim uma nova etapa da vida em família. Com outro ritmo, outras rotinas. No centro está um novo ser, com necessidades próprias. Satisfazê-las implica planeamento, tudo deve estar pronto para receber o bebé.

Consigo, a mãe deve levar uma mala com o essencial para os primeiros cuidados: as primeiras roupas, fraldas, produtos de higiene e, quase inevitavelmente, uma chupeta, talvez até o primeiro brinquedo.

Mas o palco dos grandes preparativos já deve ter acontecido em casa: o berço, o móvel para mudar as fraldas e a banheira estão já a postos para muitos momentos de conforto e bem-estar; nas gavetas as fraldas e as roupinhas estão há muito organizadas; na casa-de-banho ou no quarto do bebé alinham-se loções e cremes e na cozinha há certamente espaço reservado para biberões e afins.

Se a viagem da maternidade para casa for de carro, o bebé deve ser transportado numa cadeira adequada para um recém-nascido. O bebé nesta fase tem a cabeça muito pesada e o pescoço muito frágil por isso deve viajar sempre voltado para trás para que, em caso de acidente, a cabeça, o pescoço e as costas sejam uniformemente amparados pela cadeira. As cadeiras mais seguras são as do grupo 0+ para bebés até aos 13kg. São geralmente portáteis e instalam-se sempre voltadas para trás, fixas pelo cinto de segurança de 3 pontos. O bebé viaja assim mais seguro, aconchegado e mais confortável do que nas alcofas para automóvel ou ao colo. Mas atenção, nunca instalar a cadeira num lugar com airbag frontal ativo.

Nos meses que antecedem o nascimento há tempo suficiente para fazer todos os preparativos com tranquilidade e critério. E há sempre tempo para algumas tentações…

Mas há produtos que são incontornáveis: é o caso dos biberões. Ao amamentar, pode acontecer que a mãe tenha mais leite do que o necessário para suprir as necessidades do bebé, situação que pode conduzir ao ingurgitamento da mama. É então aconselhável retirá-lo com a ajuda de uma bomba própria: o leite em excesso pode ser guardado em biberões de plástico e oferecido ao bebé na refeição seguinte ou numa refeição em que a mãe esteja ausente. Em certas situações, indicadas pelo médico pediatra, o bebé pode beneficiar de substitutos de leite materno, pelo que os biberões são também essenciais.

Também pode ser útil possuir acessórios para esterilização e limpeza dos biberões (um esterilizador e uma escova própria). O momento de alimentar o bebé- é sempre um momento de grande intimidade: sentir o corpo da mãe (com o seu calor e os seus odores) é reconfortante para o bebé, transmitindo-lhe calma e segurança; para mãe, é o confirmar de todos os laços que já estabelecera em nove meses de gestação.

Igualmente íntimo é o momento do banho. É, aliás, dos momentos mais apreciados pelo bebé, simbolizando o seu regresso ao ambiente uterino: a água, a temperatura amena, o espaço amplo e o contacto pele a pele contribuem para esse prazer.

Um bom banho requer, no entanto, alguns cuidados, na seleção dos produtos e acessórios. Desde logo, a banheira: tanto pode estar integrada num móvel próprio (que, geralmente, evolui para plataforma muda-fraldas) como encaixar-se na dos adultos, sendo importante que ofereça estabilidade e segurança. Depois, os produtos: devem ser sempre hipoalergénicos, sem álcool e preferencialmente sem perfume, adequados à pele de um bebé. Encontra diversas gamas de produtos adequados na sua farmácia. É preciso ter em conta que a pele de um recém-nascido é ainda imatura, o que a torna vulnerável à mínima agressão.

Para o banho, que deve acontecer a partir do primeiro dia, é aconselhável um produto que se misture na água e com o qual se possa lavar todo o corpo. Só mais tarde, é que por norma é aconselhado o uso do champô. Dos cuidados posteriores deve fazer parte um óleo ou um leite hidratante, aplicado com uma massagem (outro momento de grande intimidade entre os pais e o bebé). Em gestos delicados, como os usados na limpeza dos olhos fazem falta as compressas e o soro fisiológico estéril em unidoses. E para o cordão umbilical (que cai ao fim de poucos dias) é suficiente álcool a 70°, que se passa com a ajuda de uma compressa estéril.

Cuidar do futuro umbigo é muitas vezes motivo de insegurança. Tal como cortar as unhas do bebé: existem tesouras próprias, com um limitador que evita acidentes, ou em alternativa podem limar-se as unhas do bebé com limas apropriadas. E até como pentear o bebé: dada a fragilidade das fontanelas, os gestos devem ser suaves, com uma escova macia.

A higiene do bebé passa também pela mudança da fralda; são um acessório que tem de existir em abundância. Como complemento, são normalmente necessários toalhetes (sem álcool) e um creme barreira ou unguento próprios para manter sã a pele da zona da fralda e prevenir assaduras (eritema da fralda).

Casa onde há um recém-nascido há quase sempre uma chupeta. Para acalmar o bebé e.… os pais. O ideal é que, se a mãe vai amamentar, esse contacto não aconteça antes de o bebé estar adaptado à mama, sob pena de atrasar essa aprendizagem. E se for mesmo uma opção, há que escolher uma que simule o mamilo materno. São escolhas a fazer antes do nascimento. Porque depois é desfrutar ao máximo do novo membro da família.