Excessos alimentares – Perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe?
A resposta é não, mas a pergunta tem pertinência numa altura do ano que convida a uma alimentação mais calórica: afinal, o frio do inverno pede aconchego e os alimentos são mais saborosos, sobretudo com o Natal no horizonte...

 

Chegado dezembro, chegam as festas, os almoços e jantares de convívio: os de trabalho, de amigos, de família. A culminar na ceia, a noite de todos os excessos alimentares, em que açúcares, gorduras e álcool têm lugar reservado à mesa. E a saúde é que paga: em quilos a mais e em riscos desnecessários.

A boa notícia é que é possível desfrutar dos prazeres destas ocasiões especiais sem infringir as mais elementares regras de uma dieta saudável. Na cozinha e à mesa.

É sempre possível adaptar as receitas, cortando nos açúcares e nas gorduras, mas mantendo sabores e aromas. Nos doces, a redução parcial de açúcar não altera a consistência nem o sabor. Os cozinhados nada perdem se uma porção de sal for substituída por ervas aromáticas e se as carnes forem ao lume com menos pele e gordura. As batatas não têm de ser fritas: se forem assadas vão saber bem e – melhor ainda – saciar mais depressa.

Quem cozinha deve resistir à tentação de ir provando as iguarias. E quem com elas se depara na mesa deve conter-se igualmente: comer um pouco de tudo, mas sem abusar, alternando pratos mais ligeiros com outros mais pesados, mastigando muito bem os alimentos de modo a facilitar a digestão.

O álcool acompanha normalmente estas refeições: também aqui a moderação é palavra-chave. Na quantidade e na diversidade de bebidas: o segredo está em manter-se fiel a uma ou duas bebidas e alterná-las com água. Sabendo que os abusos de uma só noite se repercutem, mais cedo ou mais tarde, na barriga ou nas ancas.

E depois das festas, há que voltar ao bom caminho de uma alimentação equilibrada complementada com a prática de atividade física, p ara que aquilo que soube bem não venha a fazer mal.