A alimentação do bebé
O melhor alimento para um bebé, nos primeiros meses de vida, é o leite materno e não é por acaso: é que ele fornece os nutrientes certos nas proporções certas para um crescimento e desenvolvimentos adequados, ao mesmo tempo que reforça o sistema imunitário de um organismo ainda muito frágil.

Nos meses seguintes, geralmente ao fim de 4 a 6 meses, o bebé vai começar a conhecer novos alimentos, mas com um ritmo muito próprio, em função não só das suas necessidades nutricionais, mas também das características do seu organismo.

Mas porquê?

① O bebé não é um adulto em miniatura, por mais que pareça um retrato fiel do pai ou da mãe. O que o diferencia é o facto de os seus órgãos serem ainda imaturos: os nove meses de gestação preparam-no para o ambiente externo ao útero materno, mas há ainda um longo caminho a percorrer até o seu pequeno corpo estar perfeitamente adaptado e funcional.

② O bebé está em crescimento acelerado, de tal forma que as diferenças são notórias de dia para dia. E essa evolução faz com que tenha necessidades específicas a que a alimentação deve corresponder.

Estes factos justificam a importância de dar ao bebé alimentos adaptados, que ele seja capaz de digerir e assimilar. Justificam também o ritmo e a ordem da introdução de novos alimentos. É preciso esperar pela maturidade fisiológica para oferecer ao bebé novos sabores e novas texturas. Há um momento certo para cada tipo de alimentos: antecipá-lo é colocar os órgãos sob stress.

E o risco não é apenas imediato, sob a forma de intolerância ou alergia alimentar, é também futuro: é que a alimentação do lactente influencia o seu crescimento e desenvolvimento, mas também a incidência de doenças respiratórias, gastrointestinais e alérgicas. Afinal, nutrição é saúde desde o primeiro momento…

Quer algumas recomendações sobre como deve proceder à introdução de novos alimentos? Leia “Questões práticas da diversificação alimentar até 1 ano de vida