Vive cansado?
Imagine uma pessoa que se sente sempre no limite das suas forças, que não consegue ter um rendimento de 100%, que se deita e acorda cansada, como se vivesse sempre esgotada. Fraca até de estar fraca. Essa pessoa provavelmente sofre da chamada síndrome da fadiga crónica.

 

Foi só em 1988 que a síndrome da fadiga crónica foi reconhecida, tendo os critérios de diagnóstico sido estabelecidos pelo US Centers of Disease Control (CDC). Foram precisos ainda mais alguns anos para ser publicada uma definição aceite pela classe médica e que atualmente ainda persiste. Em 1990 esta patologia foi classificada pela OMS como uma doença do sistema nervoso.

Assim, os cientistas entenderam que para se fazer um diagnóstico é preciso que a fadiga acentuada se mantenha durante seis meses acompanhada de pelo menos QUATRO dos seguintes sintomas:

 

a) inflamação na garganta, com dificuldade ao engolir

 

b) dores musculares

 

c) dores nas articulações, sem edema ou vermelhidão

 

d) lapsos de memória

 

e) sono pouco reparador

 

f) inchaço no pescoço ou axila (inflamação gânglios linfáticos)

 

g) dores de cabeça ou enxaquecas

 

h) exaustão durante mais de 24 horas seguidas

 

Apesar disso ainda subsiste quem duvide de que esta seja realmente uma doença e os próprios doentes habituaram-se a conviver com estes sintomas anos a fio, renunciando a procurar um médico e combatendo cada manifestação isoladamente, muitas vezes à base de analgésicos, já que a dor é o denominador comum da fadiga crónica.

Trata-se, efetivamente, de uma doença complexa, que acaba por interferir com a qualidade de vida dos indivíduos, afetando-os mesmo a nível familiar, social e profissional.