Suprimir a tosse ou não, eis a questão…
Por ser um mecanismo de defesa, a tosse, em geral, não deve ser suprimida. O importante é tratar a causa.

Porém, há medidas de autocuidado que proporcionam alívio:

-Beba muita água

-Tome chá com limão e mel para ajudar alubrificar as vias respiratórias

-Ao longo do dia, opte por rebuçados com salva, mel, gengibre ou limãopreferencialmente sem açúcar, para ajudar a reduzir a irritação

-Se tem expetoração, humidifique as vias respiratórias para amolecer as secreções e facilitar a sua expulsão

-Evite fumar e estar em ambientes com fumo ou poluídos

-Eleve a cabeceira da cama pois pode ajudar a aliviar a tosse seca durante a noite.

Por vezes, estas medidas podem não ser suficientes, sendo necessário recorrer a medicamentos como:

  • EXPETORANTES E MUCOLÍTICOS – facilitam a produção e libertação da expetoração, tornando-a mais fluida;
  • ANTITÚSSICOS – suprimem a tosse, sendo indicados apenas na tosse seca pois caso contrário dificultam a eliminação da expectoração;
  • ANTI-HISTAMÍNICOS – úteis quando a tosse tem origem alérgica; caso contrário, têm uma ação secante e dificultam a saída da expetoração.

A utilização destes medicamentos requer cuidados específicos, principalmente em situações particulares como no caso das crianças, das mulheres grávidas e a amamentar.

Tossir é um reflexo comum que não deixa de ser complexo. Há situações que impõem uma consulta médica, por exemplo quando a tosse é acompanhada de:

-produção excessiva de muco

-muco de cor amarelada ou esverdeada

-sangue

-dor no peito

-febre elevada

-dificuldade respiratória

-perda de peso involuntária.

Lembre-se que é também através da tosse que expulsamos os vírus que causam constipações e gripes. Assim, sempre que tossir deve cobrir o nariz e a boca com um lenço descartável e depois lavar as mãos com água e sabão. A prevenção nunca é demais!