Pressão arterial – atenção à tensão!
“Medir a tensão” – é assim que a maioria de nós se refere à medição da pressão arterial, um gesto precioso para conhecer um dos principais indicadores de saúde.

São dois os valores a conhecer e vigiar:

  • um “máximo”: a chamada pressão sistólica, corresponde à força que o sangue exerce na parede das artérias, ao ser bombeado pelo coração.
  • um “mínimo”, a chamada pressão diastólica, registada quando o coração se distende e relaxa e a pressão exercida na parede das artérias é menor.

Cada caso é um caso, mas há valores que é importante não ultrapassar: Idealmente, em repouso os valores da pressão arterial devem encontrar-se abaixo de 120/80 mmHg.

Quando estes valores são superiores podemos estar na presença de hipertensão arterial, um fator de risco para doenças como o acidente vascular cerebral, a angina de peito, o enfarte de miocárdio, a aterosclerose, a insuficiência cardíaca e renal. Nos primeiros tempos, a hipertensão não causa sintomas e, normalmente, é descoberta quando já existem danos.

A vigilância é, portanto, decisiva. Há que medir a pressão arterial com regularidade: só assim é possível detetar precocemente valores fora do normal e, quando já se está a tomar medicação para a hipertensão, verificar a sua efetividade.

Pode fazê-lo na Farmácia, com a vantagem de usufruir de aconselhamento profissional, ou em casa, respeitando sempre um conjunto de cuidados prévios:

  • não fumar, ingerir bebidas com cafeína e álcool ou comer meia hora antes
  • repousar, pelo menos, 15 minutos antes
  • evitar o uso de roupas apertadas durante a medição
  • não se mexer ou falar durante a medição

Se, para além de medir os seus valores na farmácia, optar por ter um aparelho em casa, saiba que respeitar as regras de utilização do aparelho de medição é fundamental para obter valores fiáveis:

  • se utilizar um aparelho com braçadeira, deve adequá-la à dimensão do braço
  • se usar um dispositivo de pulso deve colocar o braço junto ao peito, ao nível do coração.

É fundamental escolher um aparelho validado clinicamente: se tiver dúvidas, aconselhe-se com o seu farmacêutico. O aconselhamento farmacêutico é, aliás, essencial na vigilância da hipertensão: se os valores não estiverem normais, o farmacêutico pode tentar identificar a causa e indicar quais os cuidados mais adequados para os repor, nomeadamente ao nível do estilo de vida (reduzir a ingestão de sal e álcool, deixar de fumar e a praticar atividade física regularmente), além de que está habilitado a despistar as situações que requerem consulta médica.

Quando se trata de pressão arterial, todos beneficiam com a vigilância: é que medir a tensão contribui para verificar a efetividade da terapêutica de quem já é hipertenso e ajuda a prevenir o risco e a detetar mais precocemente novos possíveis casos.