Nariz entupido tem que se lhe diga
Quando temos o nariz entupido é natural que fiquemos aborrecidos, mas não há razão para desesperar. E já agora, cuidado, muito cuidado com o abuso da utilização de descongestionantes nasais sem aconselhamento médico ou farmacêutico. Por uma razão evidente: é que a congestão nasal pode ter as mais diversas causas. O seu farmacêutico está devidamente habilitado para as identificar e, se necessário, encaminhá-lo para o médico.. Percebido o que está na origem do problema, mais fácil será encontrar a solução terapêutica adequada.

Regra de ouro no uso de descongestionantes: nunca ultrapassar a dose recomendada nem o tempo de tratamento (no máximo, três dias consecutivos).

E atenção: a utilização destes medicamentos não é recomendada em casos de rinite vasomotora (comum durante a gravidez) e rinite medicamentosa, devendo ser utilizados com precaução em doentes com hiperplasia da próstata, doença cardiovascular, hipertensão, diabetes mellitus, glaucoma e doença da tiroide.

Vamos descongestionar?

  • Assoe o nariz, de forma suave, sempre que necessário

  • Beba líquidos para fluidificar as secreções (mas evite bebidas com cafeína, que podem secar a mucosa nasal)

  • Inale vapor de água (10 minutos, no mínimo)

  • Aplique soro fisiológico ou sprays de água do mar, que limpam e ajudam a descongestionar.

  • No caso dos bebés, o aspirador nasal é adequado para ajudar a remover o muco pois nesta idade ainda não conseguem assoar-se eficazmente.

Se, ainda assim, não resultar

Existem dois tipos de medicamentos descongestionantes que, promovendo a passagem do ar, facilitam a saída das secreções:

  • Tópicos (em spray ou gotas, para aplicação direta no nariz, e de ação rápida): neste tipo de descongestionantes é essencial respeitar as regras de utilização para evitar o rebound dos sintomas.

  • Sistémicos (de administração oral, de ação mais demorada e com mais contraindicações e efeitos indesejáveis)