Inspire e expire sem complicações
Associada às gripes e constipações, a congestão nasal é desconfortável, por isso não há motivo para a deixar a “residir” no nosso nariz por muito tempo.

A congestão nasal está associada, grande parte das vezes, a – situações como a constipação, gripe, rinite e sinusite ‑ e resulta de uma inflamação da mucosa que reveste as fossas nasais, que origina a dilatação dos pequenos vasos sanguíneos que nela existem. Para além do nariz entupido, pode ainda surgir dor de cabeça associada a uma sensação de rosto congestionado. Em consequência, a respiração tende a ser feita pela boca, podendo tornar incómodas ações tão comuns como falar, comer e beber.

Quando há secreções espessas, o que deve fazer-se é torná-las mais fluídas para que possam ser expulsas com maior facilidade. E, por vezes, tal é possível sem o recurso a medicamentos, bastando adotar algumas medidas simples:

  • Assoe o nariz com regularidade;
  • Aumente a ingestão de líquidos que favoreçam a fluidificação das secreções (água, sumos, infusões, chás, etc.) e evite substâncias que agravem os sintomas;
  • Faça inalações de vapor de água;
  • Aplique soro fisiológico ou sprays de água do mar. Estes últimos são ricos em minerais e oligoelementos e bem tolerados, permitindo o seu uso praticamente sem restrições, mesmo em bebés, mulheres grávidas e idosos. Usados na higiene diária, os sprays de água do mar permitem uma lavagem suave das fossas nasais, facilitam a saída das secreções e restauram a humidade natural do nariz.

 

No entanto, se mesmo com estas medidas o problema se mantiver, os sintomas podem ser aliviados recorrendo a medicamentos com ação descongestionante, os mais indicados para estes casos pois, devido ao seu efeito vasoconstritor, reduzem o alargamento dos vasos sanguíneos e permitem uma melhor passagem do ar.

São dois os tipos de descongestionantes: para tomar por via oral ou para aplicar localmente no nariz. Os primeiros, de administração oral, necessitam de mais tempo e de doses mais elevadas para serem eficazes. Devem, no entanto, ser usados com precaução por pessoas que sofram de hipertensão, diabetes e glaucoma, entre outras doenças.

Os descongestionantes tópicos, que existem sob a forma de spray ou gotas, aplicam-se diretamente no nariz e têm uma ação mais rápida, embora com duração curta, que não vai para além das 12 horas. Para maximizar os seus efeitos e minimizar o risco de complicações, há duas regras de ouro a respeitar quando se usam descongestionantes para aplicar no nariz: não ultrapassar a dose recomendada nem o tempo de tratamento (no máximo três dias consecutivos).