Diarreia e Vómitos – Cuidar para não desidratar
Nas crianças mais pequenas, a diarreia e vómitos podem ser problemas comuns. Convém, por isso, que os pais saibam como evitar o risco de desidratação

Nas crianças, especialmente até aos cinco anos de idade, uma constipação, febre ou uma otite, por exemplo, podem ser acompanhadas de diarreia e/ou vómitos. A causa mais comum deste mal-estar é a gastroenterite viral:

– infeção contagiosa que se transmite de pessoa para pessoa, sobretudo pelo contacto com as mãos que funcionam como veículo de transmissão do vírus o que explica a fácil transmissão entre crianças, que levam tudo à boca. Daí ser tão importante ensinar a criança a lavar corretamente as mãos , sempre que vai à casa de banho e antes de comer.

E apesar deste problema ser comum, não deve ser encarado como banal, principalmente quando a diarreia ou vómitos são intensos ou se prolongam por vários dias. Nestes casos, estão reunidas as condições para ocorrer desidratação, que resulta da perda de uma quantidade de água e sais minerais superior àquela que a criança recebe.

Mas como é que os pais podem concluir que o seu filho está com um eventual problema de desidratação?

Os sinais são visíveis e fáceis de identificar:

  • olhos encovados
  • língua seca
  • choro sem lágrimas
  • muito tempo sem urinar ou urina mais amarela ou com um cheiro intenso
  • irritabilidade ou falta de reação
  • sede excessiva

O que fazer?

Para repor o equilíbrio, há que continuar a amamentá-la ou dar-lhe biberão, no caso de se tratar de um bebé, e dar-lhe água em pequenas quantidades (geralmente uma colher de chá de cada vez) de cada vez, aumentado a quantidade gradualmente quando não há vómitos.

No que diz respeito à alimentação, esta deve ser leve e dada em pequenas quantidades:

– Nos casos de diarreia: arroz cozido, peru, frango ou peixe cozido, maçã e banana são boas escolhas.

– Tratando-se de vómitos: o melhor é optar pelas sopas em detrimento dos alimentos sólidos.

Importante também, em qualquer dos casos, é não forçar a criança a comer.

A não ser por indicação médica, não tente tratar a criança com medicamentos para travar a diarreia ou os vómitos. Regra geral, os cuidados acima referidos, aos quais se junta o repouso, podem ser prestados em casa e são suficientes para a criança recuperar com rapidez. Para esclarecimentos adicionais acerca das medidas mais adequadas, pode aconselhar-se com o seu farmacêutico.

 

Quando recorrer ao médico

Há sinais de alarme que indicam que a criança deve ser observada por um médico. Conheça alguns deles:

  • Vómitos persistentes para além de 24 horas;
  • Diarreia com duração superior a dois/três dias;
  • Febre retal igual ou superior a 38ºC, ou axilar igual ou superior a 37.4ºC.
  • Respiração acelerada;
  • Sangue no vómito ou nas fezes ou fezes negras;
  • Dor de cabeça, no pescoço ou manchas no corpo;
  • Dor de barriga persistente.