De pequeno… se cuida dos dentes
Dizem-se "de leite" os primeiros dentes, porque emergem numa altura da vida em que o leite é o principal, por vezes até o único, alimento do bebé. São temporários, mas a verdade é que se mantêm em uso por muito tempo, desde o momento em que se dá a primeira erupção, por volta dos seis meses, até cerca dos 12 anos.

O que torna esta dentição mais importante do que parece. A verdade é que estes dentes são essenciais para um desenvolvimento harmonioso da criança: fazem muito mais do que ajudar à mastigação – eles contribuem para a manutenção do espaço onde vão nascer os definitivos, facilitam a articulação dos sons, intervêm na respiração, na deglutição e no crescimento dos maxilares. São tão importantes como qualquer outro órgão do corpo humano, merecendo por isso um olhar mais atento.

Merecem, sobretudo, cuidados adequados para que se mantenham saudáveis e cumpram as suas funções em pleno.

① 1º Dentes

O nascimento dos dentes deve ser acompanhado de alguns gestos:

  • Começar o uso de dentífrico com flúor – mas apenas uma quantidade mínima, equivalente à unha do dedo mindinho do bebé.
  • Uma gaze ou uma dedeira podem ser usadas nessa fase inicial para aplicar a pasta, mas, no máximo, aos 16 meses (quando nasce o primeiro molar).
  • Deve ser introduzida, posteriormente, uma escova de dentes (até aos 16 meses) – naturalmente com cerdas macias e uma cabeça pequena, adequada à boca do bebé.

Nessa altura é ainda o adulto que deve proceder à higiene oral infantil, mas pelos três anos é conveniente estimular a autonomia da criança, ensinando-a a cuidar dos seus dentes sozinha. Como?

② Autonomia… com supervisão

Seguindo o exemplo dos pais: lavar os dentes em conjunto é uma forma divertida e eficaz de fomentar um hábito que deve permanecer por toda a vida. E que até é fácil, utilizando escovas com formas e cores atrativas.

A supervisão do adulto pode continuar a ser necessária até aos seis, sete anos, de modo a garantir uma eficaz remoção da placa bacteriana e a evitar a utilização de dentífrico em excesso, dado o risco de fluorose (intoxicação por flúor).

③ Autonomia… agora sim !

Pelos nove, dez anos, deve ser estimulada a higienização dos espaços interdentários, pois a criança já possui destreza manual para usar o fio dentário.

O dentífrico, a escova de dentes e o fio dentário – que se usam, no mínimo, duas vezes ao dia (após o pequeno almoço e ao deitar) – são os melhores amigos da saúde oral: são eles que combatem a placa bacteriana, o filme transparente que se cola aos dentes e cuja matéria-prima são os resíduos alimentares, em especial o açúcar.

Este é um verdadeiro banquete para as bactérias, que degradam o açúcar numa substância que corrói o esmalte dentário, abrindo caminho às cáries. Só a higiene oral, adequada, permite travar a sua ação e manter um sorriso saudável desde pequenino.