Coma melhor! Mexa-se mais!
Este é o binómio pelo qual passa o compromisso que conduzirá à perda de peso e, numa segunda fase, à manutenção do peso adequado. Vejamos porquê. Os alimentos fornecem calorias que funcionam como combustível para o organismo e que são transformadas em energia e usadas em todas as atividades ou armazenadas sob a forma de gordura. Se estas reservas não forem gastas, dão origem ao excesso de peso e, em última instância, à obesidade.

Para perder peso é necessário, por um lado, reduzir a ingestão de calorias e, por outro, aumentar o gasto de energia. No primeiro prato desta balança está, assim, a alimentação.

Não se trata necessariamente de comer menos, mas de comer melhor. Todos os alimentos têm valor nutricional, pelo que todos são necessários ao organismo, ainda que devam assumir um peso diferente na nossa dieta. Há que fazer as escolhas certas: reduzir a ingestão de gorduras, aumentar a ingestão de peixe, lacticínios, frutas e legumes, bem como a de hidratos de carbono e fibras, reduzindo o consumo de açúcar e sal e moderando o de café e álcool. A ingestão de líquidos, sobretudo de água, deve ser abundante, e devem preferir-se métodos culinários que usem pouca ou nenhuma gordura (cozidos, estufados e grelhados em vez de fritos) e as refeições devem ser distribuídas ao longo do dia (não se deve estar mais de três horas sem comer).

No outro prato da balança está o exercício físico. O ginásio é a opção mais tradicional, mas não é a única. Pequenas alterações ao dia a dia podem revelar-se muito úteis:  opte pelas escadas em vez do elevador, deixe o carro a um quarteirão do emprego, saia do autocarro ou do metro uma paragem antes, caminhe à hora de almoço, passeie depois do jantar, use uma bicicleta fixa para pedalar enquanto vê televisão, levante-se do sofá para mudar de canal em vez de usar o comando… qualquer pequena mudança é favorável. Afinal, o que custa é começar!