Artrose: tem mais de 60 anos?
A artrose afeta 90% das pessoas com mais de 60 anos. No entanto não deve impedir que desfrute da vida em pleno. Conheça os aliados do seu bem-estar.

São muitas as doenças reumáticas existentes, mas a osteoartrose (vulgarmente designada por artrose) é uma das mais comuns. Estima-se que afete cerca de 1 milhão de portugueses.

Trata-se de uma doença degenerativa e crónica que envolve toda a articulação: a cartilagem sofre um desgaste e o osso fica mais denso. Os sintomas tendem a desenvolver-se de forma gradual e afetam inicialmente uma ou várias articulações, que ao ficarem inflamadas causam dor e rigidez.

A artrose surge, regra geral, nas articulações da anca, mãos, joelhos, pés e coluna vertebral e afeta mais a faixa etária situada acima dos 60 anos (homens e mulheres). Todavia, faixas etárias mais jovens também podem sofrer de artrose, sobretudo se tiverem profissões que impliquem gestos mecanizados e repetitivos ou se forem vítimas de acidentes ou traumatismos articulares. Diga-se, a título de curiosidade, que quase todos os vertebrados, peixes, anfíbios e aves incluídos, podem desenvolver esta doença.

Exercícios de alongamento, de fortalecimento muscular e de postura são indicados para manter as cartilagens saudáveis, aumentar a mobilidade das articulações e reforçar os músculos circundantes. Para o alívio das dores, existe o recurso a várias abordagens terapêuticas que passam pela fisioterapia, ao tratamento com calor local, aos ultrassons e às massagens. No que diz respeito à toma de medicamentos, o seu farmacêutico ou médico podem indicar-lhe alguns que ajudem a diminuir a dor e a inflamação.

Por outro lado, há que ter presente que, em repouso, devem ser preferidas cadeiras de encosto reto e firme e camas com colchões duros, ou com estrados de madeira por baixo, que promovam a manutenção de uma postura correta.

Para além disso, há que apostar na prática regular de atividade física, não descurando os cuidados com a alimentação e a manutenção do peso ideal, prevenindo o excesso de peso e a obesidade, a evitar ainda mais numa situação de artrose.

Por fim, mas não menos importante, é fundamental que, apesar da artrose, continue a desempenhar as atividades habituais do seu dia a dia, mantendo um papel ativo e independente no seio da família e no ambiente de trabalho.